

O Festival do Contrabando realizou se este fim de semana na bela localidade de Alcoutim. tratou se de uma recriação da década de 30/40 do passado século, quando o contrabando fazia parte do dia a dia destas vilas fronteiriças.



Atualmente já não se vêem contrabandistas a passar pela calada da noite o rio Guadiana para a margem espanhola. Esses são tempos que fazem parte da história das vilas de fronteira. Mas é essa época e esses aventureiros que o Festival do Contrabando de Alcoutim pretende homenagear.




Naquela época os locais compravam os produtos aos almocreves no interior do Algarve, ou o café, que vinha de longe, e passavam para o lado espanhol. Andavam grandes distâncias com sacas com um peso médio de 40 a 45 quilos e superavam outras tantas dificuldades.
Alguns contrabandistas que atravessavam o rio punham em risco a própria vida, pois nem sabiam nadar. No entanto essa era a única maneira de “trazerem pão para a mesa dos filhos”, era mesmo o único meio de sustento da população empobrecida.



Neste festival ao contrário dos dias de outrora, podemos “traficar” livremente arte e culinária entre os dois lados da fronteira. De um e de outro lado, em Alcoutim e em Sanlúcar del Guadiana, durante todo o fim de semana,houve muita animação, trajes de época, artesãos de ofícios já extintos e grupos de música e teatro a recriar aqueles tempos.






O ex libris do festival é a ponte flutuante que une as duas localidades separadas pelo rio. Foi atravessada por milhares de pessoas que resistiram algum tempo numa enorme fila em ambos os lados. De salientar que esta é a única parte do festival que não é gratuita pois é obrigatório adquirir um lenço alusivo que devemos colocar para atravessar a ponte e que tem o custo de 1 euro.



Também foi possível assistir a diversas atuações no castelo que nos oferecia uma vista única de todo o festival, a travessia da ponte e a animação do povo vizinho.


É imperdível, e uma experiência única, passar a ponte flutuante entre as duas localidades (ou dois países) a pé, penso que é a única do país. A juntar à experiência fica sempre a garantia de momentos bem passados a aproveitar os aromas e cores da serra e, como não, a grande variedade gastronómica oferecida pelos dois países. Uma experiência a repetir indubitavelmente!!!




