Festival Literário Internacional de Querença


Como já é conhecido gosto de me embrenhar pela serra em passeios domingueiros.

E o passado domingo não foi exceção mas desta vez um pouco diferente: uma incursão literária ao Barrocal algarvio para assistir a este excelente festival de promoção do que de melhor se faz a nível literário no Algarve e no País.

O FLIQ , Festival Literário Internacional de Querença, teve no passado fim de semana a sua 4.ª edição, como sempre no espaço da Fundação Manuel Viegas Guerreiro em Querença. Este é um importante evento que pretende celebrar a dimensão da comunicação,promover o gosto pela leitura e escrita e reforçar um ambiente literário estimulante na região. Organiza a sua programação em torno de um tema específico. Este ano o tema abordado foi “Literatura e Geografia(s)”. Em permanência, esteviveram uma Feira do Livro, com representação de obras dos autores presentes, música, leituras, exposições, sessões de autógrafos, convívio e diálogos vários.

Também foi homenageado o escritor Nuno Júdice o que incluiu uma exposição ” A imagem do poema: 50 anos de vida literária de Nuno Júdice”

Eu estive presente no domingo, dia dedicado a recordar Sophia de Mello Breyner Andersen. Ao longo de toda a aldeia os seus versos pairavam á solta um projeto denominado “Ondas de Sophia”

A abertura esteve a cargo de Manuel Rocha, violinista do Conservatório de música de Loulé que nos presenteou com versos e acordes.

Seguiu se um painel dedicado aos Livros,Leituras§ Leitores e uma mesa redonda “Berço de Leituras” com a presença de vários autores e escritores.

O dia terminou da melhor forma mais uma vez com versos da homenageada em performance teatral e viola no Jardim Sensorial da Fundação.

Uma pequena aldeia que mostra ter um potencial gigante a nível cultural, bem merecedora de uma ou mais visitas.

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