Folhado de Framboesas e Creme de Pasteleiro

Folhado gigante delicioso

Adoro frutos vermelhos! E as framboesas com o seu sabor característico, meio ácido, meio adocicado combinam na perfeição com o creme de pasteleiro e a massa folhada.

Esta receita é bem simples, saborosa e tem um efeito visual bonito e colorido pelo tom do creme a contrastar com o vermelho da fruta. É ótima para quando precisamos de uma sobremesa rápida, fácil e que agrade a todos. Afinal quem não se encanta com um delicioso folhado gigante?

Deixo vos a receita e espero que se atrevam a experimentar

Ingredientes:

1 placa de massa folhada no formato que preferirem (usei redonda)

1 embalagem de framboesas

Açúcar baunilhado (ou simples) para decorar.

Para o creme de pasteleiro:

2 gemas

200 ml de leite

15 gramas de manteiga

15 gramas de maizena (amido)

20 gramas açúcar

Umas gotas de essência de baunilha

Preparação:

Começamos por fazer o creme, pois este tem de arrefecer.

Levem o leite ao lume até ferver.

Numa tigela misturem bem o açúcar com as gemas e a maizena. Juntem a esta mistura o leite aos poucos para não cozer as gemas. Levem novamente ao lume mexendo sempre até engrossar.

Retirem, juntem a manteiga e a baunilha, mexam, cubram com película aderente e levem ao frio até arrefecer completamente.

Enquanto o creme arrefece levem a massa folhada (pica se com um garfo para não crescer demasiado) ao forno pré-aquecido a 180 graus durante +/- 20 m. Retirem e deixem arrefecer um pouco.

Seguidamente cortem ao meio com uma faca de serra e recheiem com o creme. Cubram com as framboesas.Coloquem a outra metade e polvilhem com o açúcar baunilhado. Está pronto!!

📜 Algumas Dicas:

Se não tiverem essência de baunilha podem aromatizar o creme com raspas de limão ou laranja, fica igualmente bom.

Cuidado ao cortarem a massa folhada para rechear pois ela parte muito facilmente.

Quando retirarem o creme do frio para rechear, se tiver criado uma película ou estiver muito espesso, é só misturarem com uma vara de arames até ter a consistência desejada.

Espreitam só este recheio…

Um verdadeiro doce da natureza

A Surpreendente Baía do Seixal

Quando percorremos a baia do Seixal, percebemos de imediato porque é uma das maiores atrações do concelho. São inúmeras as pessoas que por ali passeiam, a pé ou de bicicleta. Local de eleição também para a prática do desporto são também muitos os que praticam a sua corrida de início do dia.

No meu caso aproveitei para recuperar energias e passear calmamente pela frente ribeirinha apreciando as tradicionais embarcações, ao som das tranquilas águas. Ao longe ainda podemos ver o moinho de maré muito semelhante ao de Corroios que já tive a oportunidade de visitar.

Após o passeio (que ainda são cerca de 2 km) resolvi almoçar no Lisboa á Vista restaurante que funciona num antigo cacilheiro e que já havia despertado a minha curiosidade aquando de outras passagens. A expectativa aguça logo ao descer o passadiço e passar a cabine onde temos um pouco da história deste cacilheiro com mais de 100 anos (data de 1925) e, com toda a certeza, imensas histórias de travessias para contar. O restaurante tem uma decoracão com pormenores muito interessantes e, quanto á vista, de um lado, como o nome do restaurante indica, temos vista sobre lisboa. Do outro, a frente ribeirinha e todo o seu reboliço como paisagem. Durante o dia podemos deste modo observar com detalhe as duas margens do rio Tejo. Almoçar com vista para o rio toma então um significado diferente, experiência que recomendo. Este restaurante funciona também como bar e tem um terraço com uma magnífica vista que deve ser perfeito para as noites de verão.

Para finalizar, tempo para um passeio pelas ruas onde nos apercebemos que algumas novidades vão surgindo, e também como não, apreciar a pitoresca igreja uma construção que substituiu a Ermida que existia no mesmo local mas que foi reabilitada de modo a dar resposta á crescente população do Seixal.

Morangos com Vinagre Balsâmico

Gosto de receitas inusitadas e sabores improváveis.

E esta é das minhas favoritas quando chega a desejada fresca e colorida época dos morangos.

Tem origem na Itália, em Modena, sendo o seu nome original fragole (morangos) all’ aceto balsamico.

A região de Modena também e conhecida pela produção do vinagre balsâmico já desde a Idade Média onde chegou a ser usado como um remédio (bálsamo). É um vinagre envelhecido com um sabor bem característico e de utilização muito versátil, desde molhos a doces como é o caso desta receita.

Se quiserem experimentar a receita é muito simples:

Ingredientes:

500gr de morangos
3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
3 colheres de sopa de açúcar mascavado ou a gosto

3 colheres de sopa de açúcar em pó e
natas para acompanhar

Preparação:

Lave os morangos e corte-lhes o pé. Corte cada morango ao meio ou em quartos dependendo do tamanho.
Numa taça coloque os morangos, o vinagre e o açúcar e deixe macerar durante algumas horas no frio.

Quinze minutos antes de servir retire os morangos do frio e bata as natas em castelo com o açúcar em pó. Coloque numa taça uma camada de morangos cubra com as natas e regue com um pouco da calda que entretanto se formou. Decore com folhinhas de hortelã e está pronto a servir.



Fotografia a Arte que Paraliza o Tempo

Foto captada num dos momentos de formação

Hoje vou contar vos mais um dos meus segredos ou melhor, uma das minhas paixões, intimamente relacionada com as outras duas (food and travels) que deram nome ao meu blog: a fotografia

Está é uma arte que me fascina desde tenra idade. A arte de capturar instantes, sorrisos e lágrimas e faze las perdurar através dos tempos. E ainda hoje tenho “a mania das fotos” e admiro imenso o trabalho dos fotógrafos.

Contudo todos sabemos que, mesmo que o avanço tecnológico, bem como das máquinas fotográficas e camaras, nos permita aventurar no mundo da fotografia nem sempre o resultado corresponde ao que pretendíamos.

Nesse sentido surgiu a oportunidade de fazer uma breve formação de fotografia e equipamento digital (50h) e eu aproveitei a oportunidade para aprender e melhorar o meus cliques.

Não é fácil. Uma simples fotografia envolve muita física e matemática para ser boa. Temos de ser muito bons observadores, ter um olho muito apurado para conjugar o ambiente, o sujeito e o nosso objetivo para realizarmos a nossa fotografia de acordo com as nossas pretensões.

E não é só… ainda temos de ter em conta o ângulo, a luz, a distância entre o sujeito/ objeto e a câmara e ainda a edição da imagem entre outras coisas.

Mas foi muito gratificante aprendi imensas coisas de fotografia e também do próprio equipamento que permitiram o meu enriquecimento pessoal.

O formador de seu nome Pedro Gameiro mostrou sempre uma grande paciência e disponibilidade para nos instruir e esclarecer todas as dúvidas.

Também nos transmitiu muitas técnicas, práticas e mostrou todo o equipamento de que falamos. Chegamos mesmo a improvisar um pequeno estúdio onde pudemos experimentar na prática alguns dos conceitos aprendidos em sala.

Realizamos uma saída de campo noturna para treinarmos as teorias aprendidas e superarmos as dificuldades de escassez de luz ou dificuldades de focagem.

Resta me então por em prática todos os conhecimentos adquiridos e espero que as fotografias que partilho com todos vocês sejam agora verdadeiros “cliques” especiais.

O logo do formador que deixo aqui caso alguém tenha curiosidade de conhecer o seu trabalho. Encontramos facilmente a página no Facebook e no Instagram.

A Praia do CDS na Caparica

Em dias soalheiros, nada melhor do que rumar á Costa para um relaxante passeio á beira mar. E assim fiz, tal como diz a conhecida música, virei costas a Lisboa e fui para o sol da Caparica.

Esta praia localiza-se no final da avenida 1º de maio e tem este nome porque na
segunda metade da década de 70, alguém pintou numa pedra do lado norte do pontão a sigla “CDS” que nada mais é que a abreviatura de Centro Desportivo de Surf ( inicialmente pensei que teria alguma conotação política ) que se generalizou como nome para a diferenciar das outras praias.

É muito procurada e afamada pelos surfistas porque segundo eles tem das melhores ondas de toda a Costa. É uma praia típica da zona e á semelhança das praias vizinhas durante a maré alta a sua dimensão reduz bastante.

É uma das minhas preferidas, pelo seu fácil acesso, porque é ideal para passear e também porque gosto de apreciar os destemidos surfistas que sempre são tantos por aqui.

Também tem uma grande oferta de bares e restaurantes todos eles com uma vista privilegiada sobre a praia.

E não há nada melhor que finalizar o nosso passeio com um snack na esplanada a apreciar o rebentar das ondas tão próximas que podemos sentir alguns salpicos.

E como não podia deixar de ser prolonguei o passeio até ao pôr do sol porque, por aqui, quando o sol se deita no mar ė simplesmente maravilhoso!!


Corroios e o seu Moinho de Maré

Já há muito tempo que tinha curiosidade de conhecer o moinho de maré de Corroios que tambėm ė chamado de moinho do castelo. E foi isso mesmo que fiz num domingo ( abre a partir das 14.00 h ) em que me encontrava por estas paragens.

Este moinho é considerado uma raridade pois ainda se encontra em funcionamento. A sua construção data de 1403 e foi ordenada pelo proprietário de grande parte das terras da região nessa altura, D.Nuno Àlvares Pereira.

Sofreu grandes estragos com o terremoto de 1755 e esteve abandonado durante vários anos. Posteriormente tornou se propriedade da Câmara Municipal do Seixal que reabilitou tanto o edifício como os sistemas de moagem. Foi reconhecido como tendo interesse público e é um dos mais visitados da região.









Existe uma porta de acesso ao exterior que nos permite observar de perto a área do sapal de Corroios classificada como reserva natural. A vista que nos é oferecida sobre a paisagem circundante e a sua fauna e flora é excepcional.



Gostei mesmo de conhecer este moinho cheio de charme tão pequeno mas tão importante na economia local. Aqui podemos sentir a alma de outras épocas, conhecer os vários tipos de farinhas, ver os utensílios para a moagem e como funciona todo o mecanismo. Existem visitas escolares guiadas e uma maquete do moínho no primeiro andar ( pessoas com mobilidade reduzida podem subir de elevador ) onde também é possível assistir a exposições, palestras e outras atividades. Um momento de verdadeiro ócio criativo.

O Parque da Paz

Situado em Almada, em plena margem sul do rio Tejo, encontramos este parque que podíamos facilmente apelidar de “ilha verde” pois fica no meio de uma paisagem marcadamente industrial. Funcionando como um pulmão da cidade, oferece aos residentes e todos aqueles que a visitem um espaço verde singular. Nos seus cerca de 50 hectares são possíveis inúmeras atividades. É um local de eleição para a prática desportiva bem como um sitio para relaxar ou passear tranquilamente, sentindo os aromas da alfazema e do alecrim das zonas ajardinadas.

Tem um grande lago que atrai inúmeras espécies de aves e também aqueles que gostam de observa las, ou mesmo todos aqueles a que a proximidade da agua transmite tranquilidade.


É o local ideal seja para procurar um pouco de paz longe do rebuliço urbano, praticar desporto ou simplesmente passear calmamente sentindo os aromas, apreciando a beleza da vegetação ou mesmo apreciar arte e escultura.

Indubitavelmente os espaços verdes urbanos revelam se cada vez mais importantes na melhoria da qualidade de vida com impactos positivos na nossa saúde física e mental pelo que fico muito feliz cada vez que encontro espaços destes. É muito bom saber que que o planeamento urbano continua a dar a todos a oportunidade de desenvolver estilos de vida saudáveis

Ainda por Setúbal…o Forte de São Filipe

Já tinha tentado visitar este monumento datado do séc XVI bem como a Pousada que ai funcionava mas o local encontrava se encerrado.

Soube agora que havia fechado em Novembro de 2014 tanto o monumento como a pousada para que fossem feitas obras de sustentação na encosta. Ao que parece as arribas estavam muito instáveis não oferecendo as condições de seguranca necessárias á permanência no espaço nem a realização de visitas.

Mas já está reaberto pelo que desta vez pude conhecer o forte e apreciar a magnífica vista sobre Setúbal e o estuário do Sado.

Atualmente encontram-se a funcionar um posto de turismo e um café que manteve quase na totalidade a decoração da antiga pousada.

É sem dúvida uma magnífica construção militar. Subimos a escadaria em forma de túnel e ficamos abismados com a vista que nos é oferecida. Temos a torre do relógio e a pequena mas magestosa capela completamente revestida a azulejos da autoria de Policarpo Oliveira Bernardes que data de 1736.

Mais um local em Setúbal que me surpreendeu francamente pela positiva. Fico feliz de ter feito uma nova tentativa desta feita com sucesso e recomendo vivamente uma visita a este local.

E para finalizar em grande estilo não podia faltar o famoso choco de Setúbal iguaria que faço questão de degustar sempre que me encontro por estas paragens. É um clássico daqueles que vale sempre a pena repetir.

O Tal Arroz de Grelos…sim,os do mercado

Na sequência da minha visita ao Mercado do Livramento e do post anterior eis que surge esta receita tão tradicional,tão portuguesa e tão mas tão boa.

O segredo para receitas de sucesso são sem dúvida ingredientes de qualidade e era isto mesmo que eu tinha em mãos,um molho de grelos de couve tenros e frescos que foram a estrela principal deste arroz. Optei por deixa lo assim simples para poder apreciar todo o seu sabor.

Ficou uma delícia e trouxe á lembrança memórias de outros tempos menos urbanos quando era fácil ter uma hortinha no quintal e plantarmos alguns legumes para consumo próprio.

Experimentem é sempre delicioso.

Os grelos do mercado prontos a ir para o tacho

Para fazer esta receita

Vão precisar de:

1 molho de grelos (usei os de couve mas podem ser de nabo)

300 gr de arroz

Azeite q.b.

1 cebola

2 dentes de alho

1 folha de louro

1 litro de caldo de legumes ( eu preparei um mas podem usar de compra)

Sal e pimenta q.b

Preparação:

Começem por lavar e arranjar os grelos,escaldem em água com uma pitada de sal,retirem e reservem.

Descasquem a cebola e os dentes de alho e piquem finamente.Levem ao lume com o azeite e a folha de louro e deixem refogar, mexendo de vez em quando, até ficar bem lourinho.

Adicionem o arroz, envolvam muito bem, juntem o caldo de legumes e os grelos, mexam, tapem o tacho e deixem cozinhar durante cerca de 15 minutos. Se necessário, acrescentem um pouco de água quente para que fique com bastante caldo pois este ė um arroz que sabe melhor um tanto caldoso.

E está pronto,cheiroso e delicioso

O resultado final

O Mercado do Livramento ou Praça de Setúbal

Adoro mercados.Acho que representam sempre um pouco da cultura de um povo.E hoje foi o dia de conhecer este que foi considerado um dos mais famosos mercados de peixe do mundo e segundo me disseram também foi cenário de novela.

Inaugurado em 1930, é um edifício bem apelativo no estilo Arte Deco.Está decorado com um imenso conjunto de painéis de azulejos predominante azuis e brancos da autoria de Pedro Pinto, que representam cenas do quotidiano dos setubalenses desde as lides da pesca, ao sal,á lavoura e ao mercado. No interior o ambiente é vivo e colorido e surpreendentemente bem cheiroso.

E um exemplo de limpeza, variedade e organização. Do peixe e carne a frutos secos, de flores a produtos de pastelaria tudo se encontra a bons preços.
Vale a pena ser visitado nem que seja só para admirar a azulejaria ou as esculturas representativas da atividade do mercado que as esculturas de figuras típicas do Mercado que representam o descarregador de peixe, a vendedora de galinhas e de ovos, o homem do talho e a vendedora de flores.

Como é habitual aproveitei para ir em busca dos típicos sabores locais e encontrei o D Filipe pastel típico de Setúbal que vem numa caixinha toda catita e é acompanhado até de um poema.

Também me despertou a atenção o pastel de choco de Setúbal á base de batata doce e amêndoa.

Se este mercado ė efetivamente um dos melhores do mundo não tenho a certeza. Mas que vale a pena visitar este ex libris de Setúbal isso sem qualquer dúvida.

Comprei várias verduras entre as quais um belo molho de grelos com os quais penso fazer um delicioso arroz. Mais tarde publicarei a receita e o resultado.