طاجين الخضروات tajin alkhdrwat – Tagine de legumes

Tagine – panela de barro que pode ser pintada ou não




Hoje é dia de comer coisas especiais. E como tradicionalmente não se come carne lembrei me de fazer uma Tagine de legumes que é um prato que agrada a todos cá por casa.

A tagine é o prato mais tradicional que se come em Marrocos. É basicamente o nome dado á panela de barro, resistente a altas temperaturas,onde são confeccionados os alimentos.

A sua tampa em forma de cone,faz com que o vapor não saia e volte para o fundo que permite cozinhar apenas com os sucos dos alimentos. Os pratos são cozinhados a baixas temperaturas o que permite que, especialmente as carnes, fiquem mais macias e tenras.

A base é levada para a mesa para servir.

Partilho a receita para experimentarem:

Ingredientes:

  • 1 tomate grande
  • 1 Courgettes
  • 250g de bróculos
  • 4 Batatas
  • 2 dentes de alho
  • 1 pau de canela
  • Especiarias
  • Sal, pimenta e azeite q.b.

Está é uma das receitas mais fáceis e rapida para fazer numa tagine:

Lavem os legumes e cortem o tomate em rodelas e os restantes legumes em tiras. Coloquem na tagine. Tenham atenção que devem respeitar o tempo de cozedura, logo os que levam mais tempo devem ser colocados primeiro.

Os legumes cortados e as especiarias preparadas
Tagine pronta a ir ao lume

Temperem com sal, pimenta, coentros ou salsa e especiarias a vosso gosto ( eu uso açafrão,curcuma e pimentão). Gosto sempre de juntar um pau de canela. Seguem com um pouco de azeite e temperem com sal e pimenta.

Levem a tagine ao lume muito baixo e deixem apurar durante cerca de 40 minutos. Durante esse tempo se acharem que é necessário podem juntar um pouco de água ou caldo de legumes.

Finalizem com um pouco de coentros ou salsa picada e umas azeitonas a gosto.

Esta receita é acompanhada com pão marroquino mas, na falta deste podem servir com cuscuz ( foi o que fiz).

E fica assim com este aspecto
Cuscuz simples para acompanhar

Não se pode pedir mais de uma receita especial: é saudável, fácil e rapida!!

E eis o resultado final

Nota: se não tiverem a Tagine podem preparar esta receita na panela normal. E se não gostarem de algum dos legumes podem substituir por outros a vosso gosto fica igualmente delicioso.

O Popular Carnaval de Torres Vedras

Sim eu sei!! Já estamos em época de quaresma mas ainda assim não quis deixar de vos contar as minhas aventuras pelo “carnaval mais português de Portugal”.

Visita já há muito adiada mas este ano, apesar de o tempo não se mostrar muito favorável, lá rumei a este muito afamado festejo.

O carnaval de torres Vedras é um evento de cariz nacional e ė um marco para esta terra e os seus habitantes, os torrienses. Tem a particularidade de ser feito pelo povo e para o povo. São seis dias de folia em que as ruas são “invadidas” por mascarados. Gostei especialmente da sua tradição e espontaneidade.

O tema deste ano foi Made in Portugal, em jeito de homenagem ao nosso país. Os torrienses mostraram se experientes na arte da folia mas também com preocupações ambientais e consciência ecológica. Era vendido um Eco Copo de modo a reduzir o impacto ambiental do evento e um dos grupos do desfile oferecia presentes em troca de material de reciclagem o que levou a que muito plástico, papel e vidro fosse recolhido por quem assistia ao evento.

É um carnaval alegre, colorido, e sobretudo muito organizado. Gostei especialmente das Matrafonas o símbolo deste carnaval de tal modo que até tem uma música que lhes é dedicada, o samba da Matrafona. É admirável como alguns percorrem a avenida dançando em cima de saltos de altura considerável.

Também tem um pormenor engraçado durante o desfile não são atirados confetis mas sim “cocottes” que sãos feitos de papel colorido, atado em forma de bolsa, contendo no seu interior areia.

Em suma, o Carnaval de Torres Vedras marca a vivência quotidiana das suas gentes. Não só durante o evento mas ao longo de todo o ano. Diz-se que a vida são dois dias e o Carnaval são três. Em Torres, são seis. Seis dias de diversão e entretenimento que vale bem a pena vivenciar de perto.

E para acabar em beleza não podia faltar o doce típico da região, o pastel de feijão um doce de origem conventual, tão afamado que dispensa apresentações. Existem á venda por todo lado e podemos comprar á unidade ou em caixinhas para levar.

Espero ter aguçado a vossa curiosidade quanto ao “Carnaval mais Português de Portugal”, e penso que sobram os motivos para uma visita a este popular evento.

Ovos Mexidos com Espargos Bravos

Os espargos são usados desde há muito tempo devido ao seu sabor delicado e ás suas propriedades diuréticas. Foram cultivados pelos egípcios, gregos e romanos que os comiam frescos, na época, e os secavam para comer no inverno. Em França foram mesmo construídas estufas especiais para o seu cultivo. Perderam depois alguma popularidade na idade média mas voltaram em força, sendo hoje considerados uma iguaria.

O prato que hoje vos apresento é tipicamente alentejano, cheio de requinte e tradição e serve principalmente como entrada.

O seu ingrediente principal, os acima mencionados espargos, podem ser de cultura, bravos ou de conserva. O ideal para esta receita são os espargos verdes bravos que vão aprimorar na perfeição o seu paladar.

De confecção rápida e muito simples podemos servi la como petisco, entrada ou também como componente de um delicioso Brunch de domingo.

Pessoalmente prefiro a versão mais simples, só acompanhada com umas fatias de pão alentejano é claro, mas podem incrementa la com umas tiras de presunto ou outro enchido da vossa preferência, e pode então ser servida como prato principal.

Deixo vos a simples e deliciosa receita da qual espero que se tornem fãs tal como eu:

Ingredientes:

1 molho de espargos verdes

6 ovos

azeite, sal e pimenta q.b.

1 dente de alho

1 folha de louro

Confecção:

É necessário que escaldem os espargos mergulhando os em água a ferver durante uns minutos para libertarem o sabor amargo. Retirem, deixem escorrer toda a água e cortem em pedaços pequenos.

Batam os ovos e temperem com um pouco de sal e pimenta.

Levem ao lume uma frigideira com o azeite, o alho esmagado e a folha de louro.

Quando o alho estiver dourado, juntem os espargos e salteiem um pouco até que fiquem estaladiços.

Acrescentem os ovos, mexendo com uma colher (se quiserem juntar algum enchido esta é a altura adequada).

Envolvam delicadamente até os ovos estarem cozinhados consoante o vosso gosto.

Retirem do lume e sirvam imediatamente, acompanhado com fatias de pão alentejano (opcional).

Está pronto!!!

O Primeiro Livro de Culinária Português – “A Arte da Cozinha”

A propósito do novo programa da RTP1 intitulado a História da Gastronomia Portuguesa vem o artigo de hoje. É um facto que a culinária está na moda e todos querem aprender a preparar refeições requintadas. Mas onde é que tudo começou?

No terceiro episódio deste programa o Chef Nuno Bergonse viajou até ao século XVII, seguindo as pistas de Domingos Rodrigues, Mestre de cozinha de Viscondes e Reis e autor do primeiro livro de gastronomia. Recriou também uma das suas receitas, com mais de três séculos.

Fiquei curiosa sobre esta obra e fui saber mais acerca dela.

Descobri que foi a primeira obra de cozinha, editada em 1680, em Lisboa, com o titulo “Arte de Cozinha” do autor Domingos Rodrigues figura misteriosa de quem pouco se conhece.
Tratava-se do primeiro manual de cozinha redigido, impresso e publicado em Portugal. Poucos anos depois, em 1683, sairia de novo da oficina de João Galrão, tipógrafo de Lisboa, uma edição da obra com uma dedicatória do autor ao Conde do Vimioso, casa onde Domingos Rodrigues serviu muitos anos.

A Arte de Cozinha continuaria a ser reeditada até 1849, num total de, pelo menos, quinze edições. Durante este longo período de 169 anos o livro foi sofrendo várias alterações.

As primeiras edições eram constituídas por duas partes. A primeira era dedicada ás carnes vermelhas e de caça, desde as varias formas de a cozinhar até ás diversas receitas de pasteis, tortas e empadas. A segunda é dedicada aos peixes, que era o produto usado maioritariamente nas sextas feiras magras, mariscos, ervas, frutas,ovos, conservas e doces. É também neste livro que se faz uma das primeiras referências ao chocolate, feito a partir da mistura de cacau com canela e baunilha, destinando ao uso em bolos. Incluía ainda instruções sobre como servir banquetes em todos os meses do ano.

A cozinha de Domingos Rodrigues era uma cozinha barroca, plena de sabores fortes e contrastes inesperados. Utilizava a multidão de especiarias altamente exóticas e valorizadas conhecidas na época como a pimenta, noz moscada, cravo da índia e canela. As especiarias eram um sinónimo de poder, sendo por isso incluídas em quase todas as receitas.

As informações sobre Domingos Rodrigues são escassas. Sabe se que nasceu em Lamego, em 1637, e faleceu em Lisboa no ano de 1719, com 82 anos. Começou muito cedo a trabalhar e exerceu a sua arte em casas nobres e na corte real, tendo sido Mestre de Cozinha de D. Pedro II.

Nas receitas deste livro vê-se que a combinação de proteína animal e açúcar era muito popular, como é o caso do frango doce cozido e mergulhado em calda de açúcar, servido em pão e polvilhado com canela. Ou também a perdiz doce, que depois de mergulhada em calda de açúcar era servida num espeto, polvilhada com canela e açúcar. Ao contrário do que se esperava nele não encontramos receitas de bacalhau, o que nos demonstra que nesta época o peixe ( nem mesmo este) não era apreciado nas classes mais abastadas.

Concluída a minha pesquisa só me resta ter a mesma coragem do Chef e passar á reprodução de uma destas arrojadas receitas. Mas isso ficará para um próximo artigo.


Nota: na impossibilidade de o fotografar pessoalmente ( facto que muito lamento) as fotografias deste artigo são retiradas de pesquisas na Internet.

Fundação e Jardins Gulbenkian – Paixão Pela Arte

Ė dos meus locais preferidos em lisboa, aquele onde sem dúvida passaria todas as minhas tardes de domingo. Com o mesmo o nome do seu fundador, Calouste Gulbenkian, um notável homem de negócios, colecionador de arte e filantropo, de origem arménia, que passou os últimos anos da sua vida em Portugal. Foi uma figura tão importante que José Rodrigues dos Santos lhe dedicou dois livros da sua obra, O Homem de Constantinopla e Um milionário em Lisboa. Aconselho a leitura destas duas riquíssimas obras baseadas em fatos reais.

Situada no centro de Lisboa, procura estimular o o conhecimento e melhorar a qualidade de vida das pessoas através das artes principalmente. Tem um museu, que alberga a coleção pessoal do Fundador e uma coleção de arte moderna e contemporânea, uma orquestra, um coro, uma biblioteca de arte e um arquivo, entre outros projetos.

Tem ainda um enorme, tranquilo e belo jardim, convidativo a passeios. Ė um local aprazível, visitado por inúmeras famílias e grupos de jovens.

A coleção que integra o Museu inclui peças de várias épocas e expressões artísticas: existem artefactos do Antigo Egito, belíssimas cerâmicas do Extremo-Oriente e até uma coleção das joias de Lalique.

No Centro de Arte Moderna podemos admirar algumas expressões artísticas contemporâneas. Tanto o Museu como o Centro oferecem uma rica agenda de exposições temporárias e atividades educativas. Nesta galeria também é possível assistir a explêndidos concertos de música clássica sendo a sua maioria de entrada livre.

Após tanta beleza e cultura nada melhor que terminar visita com um passeio pelo jardim, apreciando a flora, as estátuas, sob o olhar atento das aves que parecem bem acostumadas á nossa presença. O lago e as carpas sãos outra das atrações deste jardim. Também são organizadas inúmeras atividades lúdicas e educativas nas quais podemos participar.

Temos sem dúvida muitas razões que justificam uma ou mais visitas a este local que é uma verdadeira fonte de saber e paz. É um ambiente que nos preenche e eleva proporcionando verdadeiros momentos de enriquecimento pessoal.

De referir que aos domingos á tarde a visita é gratuita. Basta levantarmos no balcão um bilhete que dá acesso a todas as exposições.

Uma Aventura na Madeira

E que grande aventura. A começar pelo meio de transporte escolhido. Soube que havia um Ferry que estava a fazer o trajecto Portimão/Madeira e claro, fiquei logo com vontade de experimentar. E não sendo suficiente atravessar o Atlântico ainda fui de mota pois essa é uma das vantagens de viajar no barco, podemos levar carro,mota ou mesmo bicicleta.

E assim foi, bilhete do ferry comprado, reservas feitas e parti rumo á aventura. Depois de muitas horas de navegação cheguei ao meu destino. E assim que cheguei descobri que a Madeira foi feita para mim pelo seu clima subtropical,pelas paisagens lindíssimas e claro para além da incrivel beleza da ilha a gastronomia o vinho e as tradições que eu tanto gosto

Fiquei no Funchal que é a maior cidade da Madeira. Surpreendi me com a conjugação de história com o toque bem modernizado que a ilha oferece. Sabiam que o Funchal tem esse nome por causa de uma erva chamada funcho que os portugueses encontraram por lá quando desembarcaram em 1424? Achei bastante curioso.

Após uma breve passagem pelo hotel fui visitar o centro histórico que é incrivel e fui, como não, direta ao mercado dos lavradores não fossse eu amante da gastronomia.

O mercado dos lavradores é uma grande atração turística da cidade. Na zona das frutas e legumes encontramos uma incrível variedade de frutas tropicais existentes na ilha. Gostei especialmente dos maracujás cruzados com outras frutas que resultam em combinações curiosas como maracujá limão ou maracujá banana. Podemos provar as frutas o que é uma experiência bastante interessante. Também gostei dos trajes típicos das vendedoras de flores que acrescentam ainda mais vida a este colorido mercado. E ao longo da minha estadia fui conhecendo outros locais cheios de encanto.

Câmara de Lobos é uma pequena e pitoresca vila pescatoria que fica muito perto do funchal. É fabuloso também o seu centro e a vista que oferece para o cabo Girão.

Á entrada encontramos o miradouro de Winston Churchill que tem este nome porque o primeiro ministro inglês aqui pintou um quadro alusivo á baía.

O Cabo Girao para além dos seus 580 de altitude tem uma plantaforma suspensa de vidro onde os mais corajosos(como eu)podem ver debaixo dos pés a fajã do cabo e o mar imenso, e dá nos a sensação de estarmos suspensos no ar. É por isso um dos pontos de interesse mais visitados. Foi eleito como um dos penhascos com melhores vistas do mundo.

Curral das Freiras é mais uma pitoresca aldeiazita situada no fundo de várias montanhas. Esteve isolada até 1959 quando costruiram a pequena estrada que ligou então a aldeia ao resto da ilha. A antiga estrada é tão pequena que senti um imenso alivio de não ter de atravessa la bem como fiquei admirada com a bravura de todos os que corajosamente fizeram esse percurso.

No Miradouro da Eira do Serrado podemos apreciar a vista das impressionantes montanhas vulcânicas. Aqui também se encontra uma café onde podemos experimentar as especialidades feitas á base de castanhas, desde sopa a tartes (que foi a minha opção acompanhada da outra especialidade, a bela da ginginha).

Porto Moniz é a famosa vila conhecida pelas suas piscinas naturais que foram formadas pela lava vulcânica, onde o mar entra naturalmente e forma uma zona de banho sem ondas. Posso garantir que é uma experiência única.

A ponta de São Lourenço cuja vista desde o barco não me havia impressionado mostrou me um local diferente e único, uma longa peninsula selvagem com escassa vegetação ou seja uma paisagem deslumbrante pela qual fiquei totalmente rendida.

Outro local impressionante ė o Pico do Areeiro que tem uma altitude de 1810 m e oferece nos uma vista de cortar a respiração sobre a paisagem em redor. Aqui existe o trilho que nos leva ao Pico ruivo ainda com mais altitude.

A aldeia de Santana com as suas casas típicas um dos pontos turísticos mais procurados na Madeira. É junto da câmara municipal que se localizam as mais visitadas que estão adaptadas ao turismo, onde encontramos em exposição e venda muitos produtos locais e tradicionais.

O Seixal fica perto de Porto Moniz, também tem uma praia e piscinas naturais e é maravilhoso.

A Camacha mais uma pitoresca Vila situada no interior da ilha no concelho de Santa Cruz a mais de 700 m de altura.

Ė famosa pela sua bela e tradicional cestaria e pelo folclore.

Na praça principal temos a torre do relógio. Aqui se encontram um relógio e um sino trazidos de Liverpool por um filantropo. Esta torre é também um cafe, restaurante e o maior ponto de venda de cestaria da madeira. Na cave podemos ver uma exposição e demonstração de cesteiros.


Não se pode ir a madeira sem visitar o jardim tropical Monte Palace. Este espaço tem varias exposições e um amplo jardim e podemos aliar a beleza ao conhecimento. Tem ainda para além da variadíssima fauna e flora muitas peças de arte em exposição. Pertence á Fundação Berardo e tem um certificado de excelência. Mais que tudo é garantia de momentos memoráveis.


Os Carros de Cesto localizam se no Monte a uma altura considerável, mas perto do Funchal. A partir deste local os aventureiros podem fazer a descida de cerca de 2 km, numa cesta de vime montada sobre dois eixos de madeira e uma base de metal.

Os cestos são conduzidos pela forte inclinação das ruas e por dois guias com botas de sola grossa de borracha, para travar e evitar que derrape.

A melhor maneira de chegar ao Monte é fazer a viagem de teleférico.

O teleférico, apanha se na Zona Velha da cidade e liga o Funchal ao Monte em cerca de 15 minutos. Esta viagem oferece magníficas vistas panorâmicas desde o Funchal até às serras da localidade do Monte.

Quanto á gastronomia  entre todas as especialidades da Madeira, há que destacar as deliciosas espetadas com carne de vitela, os bifes de atum e o peixe espada. O Bolo de mel é excelente, mas para mim as estrelas são os frutos tropicais, como as bananas, os abacates, os maracujás e as mangas. Os vinhos da Madeira são famosos em todo o mundo bem como a tradicional poncha.

Queijada de maracujá
Tarte de castanhas
O bolo do caco e a cerveja coral
Espetada e seus acompanhamentos milho frito, batata salada e bolo do caco com manteiga alho. Tudo regado com a tradicional poncha.
A poncha
O vinho



Sobram então os motivos para nos apaixonarmos pela Madeira. E mesmo depois de tantas aventuras regressei ansiosa por voltar pois tenho a certeza que ainda há muito por descobrir.

Os Pastéis de Carne de Chaves

Impossível não nos encantarmos por eles

São pasteis em forma de meia-lua, de massa folhada, recheada com um preparado à base de carne de vitela picada.” Não se sabe ao certo a data exata do seu aparecimento. Os antigos relatam que tudo começou em 1862. Eram vendidos por uma senhora que que percorria as ruas de Chaves com um cesto de verga, e que não tinha “mãos a medir”, pois rápido se esgotavam. Consta que “a fundadora da Casa do Antigo Pasteleiro” decidiu, então, oferecer uma libra pela receita da iguaria e que passou assim a produzi la em grandes quantidades.

Agora vão ao forno a 200 graus +/- 20 m
E estão prontos!!!!

Fato é que são afamados e amplamente consumidos desde essa data e em chaves fazem parte até mesmo do almoço de domingo, sendo comum serem comprados nas pastelarias após a missa.

Quanto a nós podemos fazê-los em casa. A receita é mantida segredo mas eu tentei recriar e deixo aqui para quem se quiser aventurar. Asseguro que vale a pena!!

Ingredientes:
1/2 kg de carne de vaca ou vitela para estufar ou cozer
1/2 chouriço de carne
1 cebola
2 dentes de alho
1 Embalagem de massa folhada
Azeite q.b.
Óleo para untar as mãos
Farinha para polvilhar
Sal, pimenta e noz moscada q. b.

Preparação:
Cozam a carne numa panela de pressão (ou não) até ficar bem macia. Com um garfo, desfiem a carne. Piquem o chouriço. Piquem e refoguem ligeiramente a cebola e os alhos em azeite, juntem a carne desfiada e o chouriço picado. Temperem a gosto com sal, pimenta e noz moscada e deixem apurar.

Numa superfície lisa e polvilhada de farinha de trigo, estendam a massa, com um rolo,e cortem em círculos, com com um cortador (podem usar uma caneca, tigela…). Com as mãos untadas de óleo, estiquem um pouco os círculos e coloquem um montinho do recheio no meio de cada um. Fechem os pastéis, apertando-os em torno do recheio, de modo a formarem uma meia lua.

Pastel pronto a ir ao forno


Num tabuleiro forrado com papel vegetal levem ao forno pré-aquecido a 200 graus até ficarem douradinhos +/- 20 minutos.

E estão prontos. Agora é só saborear e viajar pelos sabores de chaves sem sair de casa.

Irresistíveis!!

Á Descoberta dos Segredos da Serra Algarvia

O domingo para mim é sempre um dia de paz e tranquilidade. É dia de descanso de arrumar a semana que termina e de renovar energias. E com o bom tempo que se faz sentir nada melhor que um passeio pela serra pois o contato com a natureza faz milagres.

Comecei então por um sítio muito que gosto muito, o Parque de Merendas da Fonte Férrea de São Brás de Alportel.

Esta fonte férrea data de 1820 e situa se junto á EN2, num vale com um riacho e imensa vegetação. Local ideal para piqueniques pois está equipada com mesas, bancos e vários assadores de pedra.

Não fui fazer piquenique, optei por dar um passeio pelo percurso pedestre, pelos trilhos do parque, entre a vegetação, apreciando a paleta de cores que a primavera nos oferece ao som das variadas aves que por aqui abundam, especialmente ao longo da linha de água e na beira dos caminhos.

E como isto de caminhar na natureza abre o apetite, após o passeio, nada melhor que saborear uma bela tapa no caffė Avalanche que serve o Parque das merendas. Um local muito agradável e com uma grande diversidade de petiscos muito bem confeccionados. Local ideal para relaxar e brindar ás coisas simples da vida.

E foi tempo de seguir viagem percorrendo mais um pouco da bela EN2 que sempre nos oferece tão belas paisagens e locais tão pitorescos.

Para terminar da melhor maneira o passeio finalizou com uma visita á barragem da Malhada do Peres que se encontra em plena serra algarvia. Trata se de uma barragem construída no Ribeiro do Barranco do Mosteiro com a finalidade de armazenar para a rega dos campos circundantes.

E com isto temos as forças e energias renovadas para a semana que se avizinha. Porque cada início de semana é sempre um recomeço.

Votos de uma boa semana a todos!!

Folhado de Framboesas e Creme de Pasteleiro

Folhado gigante delicioso

Adoro frutos vermelhos! E as framboesas com o seu sabor característico, meio ácido, meio adocicado combinam na perfeição com o creme de pasteleiro e a massa folhada.

Esta receita é bem simples, saborosa e tem um efeito visual bonito e colorido pelo tom do creme a contrastar com o vermelho da fruta. É ótima para quando precisamos de uma sobremesa rápida, fácil e que agrade a todos. Afinal quem não se encanta com um delicioso folhado gigante?

Deixo vos a receita e espero que se atrevam a experimentar

Ingredientes:

1 placa de massa folhada no formato que preferirem (usei redonda)

1 embalagem de framboesas

Açúcar baunilhado (ou simples) para decorar.

Para o creme de pasteleiro:

2 gemas

200 ml de leite

15 gramas de manteiga

15 gramas de maizena (amido)

20 gramas açúcar

Umas gotas de essência de baunilha

Preparação:

Começamos por fazer o creme, pois este tem de arrefecer.

Levem o leite ao lume até ferver.

Numa tigela misturem bem o açúcar com as gemas e a maizena. Juntem a esta mistura o leite aos poucos para não cozer as gemas. Levem novamente ao lume mexendo sempre até engrossar.

Retirem, juntem a manteiga e a baunilha, mexam, cubram com película aderente e levem ao frio até arrefecer completamente.

Enquanto o creme arrefece levem a massa folhada (pica se com um garfo para não crescer demasiado) ao forno pré-aquecido a 180 graus durante +/- 20 m. Retirem e deixem arrefecer um pouco.

Seguidamente cortem ao meio com uma faca de serra e recheiem com o creme. Cubram com as framboesas.Coloquem a outra metade e polvilhem com o açúcar baunilhado. Está pronto!!

📜 Algumas Dicas:

Se não tiverem essência de baunilha podem aromatizar o creme com raspas de limão ou laranja, fica igualmente bom.

Cuidado ao cortarem a massa folhada para rechear pois ela parte muito facilmente.

Quando retirarem o creme do frio para rechear, se tiver criado uma película ou estiver muito espesso, é só misturarem com uma vara de arames até ter a consistência desejada.

Espreitam só este recheio…

Um verdadeiro doce da natureza

A Surpreendente Baía do Seixal

Quando percorremos a baia do Seixal, percebemos de imediato porque é uma das maiores atrações do concelho. São inúmeras as pessoas que por ali passeiam, a pé ou de bicicleta. Local de eleição também para a prática do desporto são também muitos os que praticam a sua corrida de início do dia.

No meu caso aproveitei para recuperar energias e passear calmamente pela frente ribeirinha apreciando as tradicionais embarcações, ao som das tranquilas águas. Ao longe ainda podemos ver o moinho de maré muito semelhante ao de Corroios que já tive a oportunidade de visitar.

Após o passeio (que ainda são cerca de 2 km) resolvi almoçar no Lisboa á Vista restaurante que funciona num antigo cacilheiro e que já havia despertado a minha curiosidade aquando de outras passagens. A expectativa aguça logo ao descer o passadiço e passar a cabine onde temos um pouco da história deste cacilheiro com mais de 100 anos (data de 1925) e, com toda a certeza, imensas histórias de travessias para contar. O restaurante tem uma decoracão com pormenores muito interessantes e, quanto á vista, de um lado, como o nome do restaurante indica, temos vista sobre lisboa. Do outro, a frente ribeirinha e todo o seu reboliço como paisagem. Durante o dia podemos deste modo observar com detalhe as duas margens do rio Tejo. Almoçar com vista para o rio toma então um significado diferente, experiência que recomendo. Este restaurante funciona também como bar e tem um terraço com uma magnífica vista que deve ser perfeito para as noites de verão.

Para finalizar, tempo para um passeio pelas ruas onde nos apercebemos que algumas novidades vão surgindo, e também como não, apreciar a pitoresca igreja uma construção que substituiu a Ermida que existia no mesmo local mas que foi reabilitada de modo a dar resposta á crescente população do Seixal.