Morangos com Vinagre Balsâmico

Gosto de receitas inusitadas e sabores improváveis.

E esta é das minhas favoritas quando chega a desejada fresca e colorida época dos morangos.

Tem origem na Itália, em Modena, sendo o seu nome original fragole (morangos) all’ aceto balsamico.

A região de Modena também e conhecida pela produção do vinagre balsâmico já desde a Idade Média onde chegou a ser usado como um remédio (bálsamo). É um vinagre envelhecido com um sabor bem característico e de utilização muito versátil, desde molhos a doces como é o caso desta receita.

Se quiserem experimentar a receita é muito simples:

Ingredientes:

500gr de morangos
3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
3 colheres de sopa de açúcar mascavado ou a gosto

3 colheres de sopa de açúcar em pó e
natas para acompanhar

Preparação:

Lave os morangos e corte-lhes o pé. Corte cada morango ao meio ou em quartos dependendo do tamanho.
Numa taça coloque os morangos, o vinagre e o açúcar e deixe macerar durante algumas horas no frio.

Quinze minutos antes de servir retire os morangos do frio e bata as natas em castelo com o açúcar em pó. Coloque numa taça uma camada de morangos cubra com as natas e regue com um pouco da calda que entretanto se formou. Decore com folhinhas de hortelã e está pronto a servir.



A Praia do CDS na Caparica

Em dias soalheiros, nada melhor do que rumar á Costa para um relaxante passeio á beira mar. E assim fiz, tal como diz a conhecida música, virei costas a Lisboa e fui para o sol da Caparica.

Esta praia localiza-se no final da avenida 1º de maio e tem este nome porque na
segunda metade da década de 70, alguém pintou numa pedra do lado norte do pontão a sigla “CDS” que nada mais é que a abreviatura de Centro Desportivo de Surf ( inicialmente pensei que teria alguma conotação política ) que se generalizou como nome para a diferenciar das outras praias.

É muito procurada e afamada pelos surfistas porque segundo eles tem das melhores ondas de toda a Costa. É uma praia típica da zona e á semelhança das praias vizinhas durante a maré alta a sua dimensão reduz bastante.

É uma das minhas preferidas, pelo seu fácil acesso, porque é ideal para passear e também porque gosto de apreciar os destemidos surfistas que sempre são tantos por aqui.

Também tem uma grande oferta de bares e restaurantes todos eles com uma vista privilegiada sobre a praia.

E não há nada melhor que finalizar o nosso passeio com um snack na esplanada a apreciar o rebentar das ondas tão próximas que podemos sentir alguns salpicos.

E como não podia deixar de ser prolonguei o passeio até ao pôr do sol porque, por aqui, quando o sol se deita no mar ė simplesmente maravilhoso!!


Corroios e o seu Moinho de Maré

Já há muito tempo que tinha curiosidade de conhecer o moinho de maré de Corroios que tambėm ė chamado de moinho do castelo. E foi isso mesmo que fiz num domingo ( abre a partir das 14.00 h ) em que me encontrava por estas paragens.

Este moinho é considerado uma raridade pois ainda se encontra em funcionamento. A sua construção data de 1403 e foi ordenada pelo proprietário de grande parte das terras da região nessa altura, D.Nuno Àlvares Pereira.

Sofreu grandes estragos com o terremoto de 1755 e esteve abandonado durante vários anos. Posteriormente tornou se propriedade da Câmara Municipal do Seixal que reabilitou tanto o edifício como os sistemas de moagem. Foi reconhecido como tendo interesse público e é um dos mais visitados da região.









Existe uma porta de acesso ao exterior que nos permite observar de perto a área do sapal de Corroios classificada como reserva natural. A vista que nos é oferecida sobre a paisagem circundante e a sua fauna e flora é excepcional.



Gostei mesmo de conhecer este moinho cheio de charme tão pequeno mas tão importante na economia local. Aqui podemos sentir a alma de outras épocas, conhecer os vários tipos de farinhas, ver os utensílios para a moagem e como funciona todo o mecanismo. Existem visitas escolares guiadas e uma maquete do moínho no primeiro andar ( pessoas com mobilidade reduzida podem subir de elevador ) onde também é possível assistir a exposições, palestras e outras atividades. Um momento de verdadeiro ócio criativo.

O Parque da Paz

Situado em Almada, em plena margem sul do rio Tejo, encontramos este parque que podíamos facilmente apelidar de “ilha verde” pois fica no meio de uma paisagem marcadamente industrial. Funcionando como um pulmão da cidade, oferece aos residentes e todos aqueles que a visitem um espaço verde singular. Nos seus cerca de 50 hectares são possíveis inúmeras atividades. É um local de eleição para a prática desportiva bem como um sitio para relaxar ou passear tranquilamente, sentindo os aromas da alfazema e do alecrim das zonas ajardinadas.

Tem um grande lago que atrai inúmeras espécies de aves e também aqueles que gostam de observa las, ou mesmo todos aqueles a que a proximidade da agua transmite tranquilidade.


É o local ideal seja para procurar um pouco de paz longe do rebuliço urbano, praticar desporto ou simplesmente passear calmamente sentindo os aromas, apreciando a beleza da vegetação ou mesmo apreciar arte e escultura.

Indubitavelmente os espaços verdes urbanos revelam se cada vez mais importantes na melhoria da qualidade de vida com impactos positivos na nossa saúde física e mental pelo que fico muito feliz cada vez que encontro espaços destes. É muito bom saber que que o planeamento urbano continua a dar a todos a oportunidade de desenvolver estilos de vida saudáveis

Ainda por Setúbal…o Forte de São Filipe

Já tinha tentado visitar este monumento datado do séc XVI bem como a Pousada que ai funcionava mas o local encontrava se encerrado.

Soube agora que havia fechado em Novembro de 2014 tanto o monumento como a pousada para que fossem feitas obras de sustentação na encosta. Ao que parece as arribas estavam muito instáveis não oferecendo as condições de seguranca necessárias á permanência no espaço nem a realização de visitas.

Mas já está reaberto pelo que desta vez pude conhecer o forte e apreciar a magnífica vista sobre Setúbal e o estuário do Sado.

Atualmente encontram-se a funcionar um posto de turismo e um café que manteve quase na totalidade a decoração da antiga pousada.

É sem dúvida uma magnífica construção militar. Subimos a escadaria em forma de túnel e ficamos abismados com a vista que nos é oferecida. Temos a torre do relógio e a pequena mas magestosa capela completamente revestida a azulejos da autoria de Policarpo Oliveira Bernardes que data de 1736.

Mais um local em Setúbal que me surpreendeu francamente pela positiva. Fico feliz de ter feito uma nova tentativa desta feita com sucesso e recomendo vivamente uma visita a este local.

E para finalizar em grande estilo não podia faltar o famoso choco de Setúbal iguaria que faço questão de degustar sempre que me encontro por estas paragens. É um clássico daqueles que vale sempre a pena repetir.

O Tal Arroz de Grelos…sim,os do mercado

Na sequência da minha visita ao Mercado do Livramento e do post anterior eis que surge esta receita tão tradicional,tão portuguesa e tão mas tão boa.

O segredo para receitas de sucesso são sem dúvida ingredientes de qualidade e era isto mesmo que eu tinha em mãos,um molho de grelos de couve tenros e frescos que foram a estrela principal deste arroz. Optei por deixa lo assim simples para poder apreciar todo o seu sabor.

Ficou uma delícia e trouxe á lembrança memórias de outros tempos menos urbanos quando era fácil ter uma hortinha no quintal e plantarmos alguns legumes para consumo próprio.

Experimentem é sempre delicioso.

Os grelos do mercado prontos a ir para o tacho

Para fazer esta receita

Vão precisar de:

1 molho de grelos (usei os de couve mas podem ser de nabo)

300 gr de arroz

Azeite q.b.

1 cebola

2 dentes de alho

1 folha de louro

1 litro de caldo de legumes ( eu preparei um mas podem usar de compra)

Sal e pimenta q.b

Preparação:

Começem por lavar e arranjar os grelos,escaldem em água com uma pitada de sal,retirem e reservem.

Descasquem a cebola e os dentes de alho e piquem finamente.Levem ao lume com o azeite e a folha de louro e deixem refogar, mexendo de vez em quando, até ficar bem lourinho.

Adicionem o arroz, envolvam muito bem, juntem o caldo de legumes e os grelos, mexam, tapem o tacho e deixem cozinhar durante cerca de 15 minutos. Se necessário, acrescentem um pouco de água quente para que fique com bastante caldo pois este ė um arroz que sabe melhor um tanto caldoso.

E está pronto,cheiroso e delicioso

O resultado final

O Mercado do Livramento ou Praça de Setúbal

Adoro mercados.Acho que representam sempre um pouco da cultura de um povo.E hoje foi o dia de conhecer este que foi considerado um dos mais famosos mercados de peixe do mundo e segundo me disseram também foi cenário de novela.

Inaugurado em 1930, é um edifício bem apelativo no estilo Arte Deco.Está decorado com um imenso conjunto de painéis de azulejos predominante azuis e brancos da autoria de Pedro Pinto, que representam cenas do quotidiano dos setubalenses desde as lides da pesca, ao sal,á lavoura e ao mercado. No interior o ambiente é vivo e colorido e surpreendentemente bem cheiroso.

E um exemplo de limpeza, variedade e organização. Do peixe e carne a frutos secos, de flores a produtos de pastelaria tudo se encontra a bons preços.
Vale a pena ser visitado nem que seja só para admirar a azulejaria ou as esculturas representativas da atividade do mercado que as esculturas de figuras típicas do Mercado que representam o descarregador de peixe, a vendedora de galinhas e de ovos, o homem do talho e a vendedora de flores.

Como é habitual aproveitei para ir em busca dos típicos sabores locais e encontrei o D Filipe pastel típico de Setúbal que vem numa caixinha toda catita e é acompanhado até de um poema.

Também me despertou a atenção o pastel de choco de Setúbal á base de batata doce e amêndoa.

Se este mercado ė efetivamente um dos melhores do mundo não tenho a certeza. Mas que vale a pena visitar este ex libris de Setúbal isso sem qualquer dúvida.

Comprei várias verduras entre as quais um belo molho de grelos com os quais penso fazer um delicioso arroz. Mais tarde publicarei a receita e o resultado.

A Costa Vicentina e suas Maravilhas

Sobejamente conhecida por amantes da natureza temos a Costa Vicentina,de paisagens verdejantes e falésias escarpadas, que terminam em suaves areais e mar selvagem. São zonas de um enorme esplendor com cenários privilegiados para quem procura a diversidade e beleza de uma paisagem quase intocada.

Tem inúmeras praias para oferecer que são capazes de satisfazer todos os gostos, desde praias mais sossegadas a mais concorridas, praias para surf ou canoagem, praias com extensos areais e com rochedos enormes ou até praias com piscinas naturais adequadas aos mais novos.

Tendo já percorrido a Costa diversas vezes tenho alguns locais que ficaram para sempre no meu coração.

A praia da Zambujeira do Mar está rodeada por falésias altas e é banhada por um mar de ondulação forte, com boas condições para a prática de surf e bodyboard.Ė muito concorrida durante o verão, sendo que ė nesta região que se realiza o Festival do Sudoeste, um dos mais importantes festivais de música de Portugal.

Vila Nova de Milfontes.Vulgarmente chamada de princesa do Alentejo esta bonita Vila está situada junto à foz do rio Mira e tem grandes extensões de areia.Duante o verão é muito procurada pelas suas praias e as maravilhas que as rodeiam bem como pela animação dos inúmeros bares e discotecas.

A praia do pessegueiro que tem este nome porque fica mesmo em frente da ilha do pessegueiro.Ė um sítio histórico, onde se encontram vestígios de uma velha muralha e de um porto romano. Esta ilha foi eternizada na música de Rui Veloso.Nos meses de Verão, ė possível visitar a ilha onde existem ruínas de um forte. O pessegueiro podemos constatar que só na canção.

A praia da Costa de Santo André situada junto á lagoa com o mesmo nome e integrada na área de Reserva Natural, tem um longo areal simultaneamente banhado pelo Oceano Atlântico e pelas águas tranquilas da Lagoa. Rodeada por dunas douradas, esta praia com o seu mar agitado é muito procurada nos meses de verão.

Toda a Costa Vicentina é também famosa pela sua gastronomia especialmente pelo peixe e marisco sempre muito fresco e saboroso.

No que a doces diz respeito o meu preferido são os Marqueses,a especialidade da tão charmosa Porto Covo.É um pastel de laranja, amêndoa e gila que vale bem a pena provar como diz Rui Veloso: “ali no lugar de Porto Covo…”

Buddah Éden Garden ou Jardim dos Budas

Situado na quinta dos Loridos no Bombarral,distrito de Leiria encontramos este monumental jardim conhecido por diversos nomes: jardim dos Budas, jardim do Éden ou o mais comum e meu preferido o jardim da Paz.

Trata se de um espaço invulgar e de rara beleza onde podemos encontrar monumentais estátuas distribuídas ao longo de um extenso espaço vegetativo.

O Buddha Eden Garden foi idealizado pelo empresário e colecionador de arte, José Berardo, como resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, em 2001.Tendo ficado profundamente chocado com a atitude do Governo Talibã, que destruiu, intencionalmente monumentos únicos do Património da Humanidade, o empresário realizou um dos seus sonhos que era construção de um jardim oriental, em jeito de homenagem,aos colossais Budas.

Quando iniciamos a visita ao Buddha Eden, as nossas expectativas são logo superadas ao contemplarmos as gigantes estátuas dos budas dourados e da escadaria central que nos dão as boas vindas a este relaxante espaço.Ficamos a perceber porque ė frequentemente chamado de jardim de paz.

No lago central, encontramos os peixes KOI e os dragões esculpidos que saem da água.É sem dúvida um dos locais preferidos pelos visitantes.

Impressionantes são também os 700 soldados de terracota pintados à mão

Temos ainda o jardim de Arte Moderna onde estão expostas algumas interessantes peças da Colecção Berardo. Este espaço funciona como uma galeria a céu aberto e as obras expostas não são permanentes,vão sendo substituídas regularmente.

Bacalhôa Buddha Eden -  O maior jardim oriental da Europa

Perto deste local encontra se um jardim dedicado ao povo Shona do Zimbábue onde existem mais de 200 esculturas africanas de pedra, verdadeiras e imponentes obras de arte. As esculturas coabitam com inúmeras palmeiras que transformam este espaço em algo muito especial.

Embora o jardim seja extenso ( cerca de 35 hectares) tem um comboio que faz um percurso pelos principais locais e que nos dá uma outra perspectiva de todo o espaço.

O preço da entrada é bastante acessível e dá direito a um desconto na loja do vinho onde podemos encontrar os produtos da bacalhoa,bem como a uma prova de vinho.

O jardim também possui um restaurante/cafetaria.

Tem um amplo parque de estacionamento gratuito.

Este espaço de imensa diversidade cultural e invulgar beleza é sem dúvida uma visita imperdível!


O Bolo do Veludo vermelho ou Red Velvet Cake

Este bolo de tom vermelho,vibrante e saboroso, ideal para celebrações foi o que escolhi para fazer no meu dia de aniversário.E foi um sucesso!!

Sempre foi um dos meus bolos preferidos porque como o próprio nome diz parece feito de veludo macio e vermelho.Tem uma simplicidade aparente mas algo luxuosa e é delicioso.

Também me interessei um pouco por saber qual a origem desta invulgar sobremesa e descobri que para além do cheese cream está recheado de história e curiosidades.

O Red Velvet ficou bastante conhecido durante a Segunda Guerra Mundial.Perante a escassez dos alimentos, começaram a fazer o bolo com beterraba, que além de ser muito comum nos Estados Unidos, é rica em ferro e açúcares, e claro,  dá o tom natural avermelhado ainda hoje usado em muitas receitas.

Também se diz que o cacau em pó produzido na década de 20 tinha uma alta acidez e que ganhava uma tonalidade avermelhada ao ser aquecido e daí o tom avermelhado do bolo.

Toda a sua história,aliada á sua apelativa cor e á elegância do seu recheio tornou este bolo no que podemos chamar não de uma sobremesa,mas de A sobremesa.

Atualmente a sua receita é reproduzida em versões mais gourmet e tornou se a estrela de celebrações como o dia dos namorados onde é apresentado de várias formas sendo a mais comum a de coração.

Se quiserem experimentar precisam dos seguintes ingredientes:

Para a massa:

300 gr farinha sem fermento

1 c sopa chocolate em pó

1 c chá bicarbonato de sódio

100 ml óleo vegetal

300 gr açúcar

2 ovos

1 c chá vinagre sidra

1 yogurte

Corante vermelho em pó ou gel

Para o recheio:

200g de queijo mascarpone

100 ml de natas

50 g de açúcar

1/2 c chá de essência de baunilha

Preparação:misturem a farinha,o açúcar, os ovos,o vinagre e o óleo.Depois juntem a farinha,o cacau e o bicarbonato peneirados e envolvam bem.

Juntem o corante,envolvam novamente e levem ao forno pré aquecido a 180 graus,numa forma forrada com papel vegetal, até estar cozido (+/- 25 a 30 m)

Enquanto isso preparem o recheio: batam as natas com o açúcar e a baunilha,depois adicionem o mascarpone e envolvam bem.

Montagem:depois do bolo arrefecer completamente é só rechear e cobrir com o creme a parte de cima ou a totalidade como for da vossa preferência.Para decorar podem usar bolo ralado,morangos,framboesas, chocolate ou até mesmo coco ralado.

E está pronto a fazer as delícias de todos