Zabaione de Moscatel Roxo de Setúbal

Hoje temos uma receita rápida e bem colorida. Conhecida por Zabaione ou zabaglione, é uma sobremesa típica italiana que não é mais que um creme cozido em banho-maria com gemas de ovo, açúcar e um vinho doce, o vinho Marsala. No meu caso decidi usar o moscatel roxo de setúbal. Funciona igualmente muito bem com vinho do porto

É uma receita com vários séculos de história e alguns conflitos sobre a sua origem e seu nome.

Uns dizem que foi inventada em Turim, sendo o seu nome original creme de San Baylon e posteriormente chamado apenas Sambayon para lembrar um padre franciscano que era o padroeiro dos cozinheiros, de seu nome Pasquale Baylon.

Contudo as fontes mais antigas e fiáveis são da região de Mântua onde é a mais antiga receita que se conhece tendo a sua origem num cozinheiro da corte.

Partilho aqui a receita de confeção simples, mas que é sempre um sucesso garantido.

Ingredientes:

4 gemas de ovo (de preferência usem sempre ovos frescos);

50grs açúcar;

2 colheres sopa de moscatel roxo de setúbal ou outro vinho doce da vossa preferência;

Confeção:

Começem por colocar um pouco de água num tacho e aquecer, para fazer um banho-maria;

separem as gemas das claras. Ponham numa taça (as claras reservam para outa receita ou podem simplesmente fazer uma omelete);

adicionem o açucar e o vinho e misturem;

levem o recipiente a banho-maria em água quente mas não a ferver. e vão misturando com uma vara de arames até obterem uma mistura clara e macia, com a consistência de uma maionese espessa.

esta é a consistência que deve ter o nosso creme

Normalmente acompanho com uma mistura de frutos vermelhos, mas, aproveitando que os morangos estão em época, decidi usa-los nesta receita.

Colocam então os morangos (ou frutos vermelhos) numa tacinha e para finalizar cobrimos generosamente com o nosso creme

E temos uma receita rápida simples e sofisticada!!

O Palacete Chafariz d’el Rey

Junto a uma das entradas para Alfama, um dos bairros mais típicos de Lisboa encontramos o Chafariz d’ El Rei. Apesar de quase poder passar despercebido tem, desde 2012, o estatuto de monumento nacional.

Conta a história que este terá sido o primeiro chafariz publico de Lisboa e um dos mais importantes, pois chegou a ter nove bicas em funcionamento, que abasteciam a cidade e as embarcações na época da expansão marítima (encontra se muito próximo do rio).

Chama de facto a atenção pela sua grandiosidade, e conta a historia, que devido á grande afluência de pessoas, foi palco de diversos desacatos e foi necessário criar regras para a sua utilização. Ficou nessa altura estipulado que cada bica ficaria destinada a uma classe social.

Construído no sec. XIII já sofreu muitas alterações, as primeiras depois do terremoto de 1755 e as ultimas já no séc. XIX. Hoje já não tem agua mas está ali pronto para ser admirado. Ainda podemos observar duas gravuras de caravelas que representam a cidade de lisboa.

O PALACETE

Foi outrora motivo de chacota. Chamavam lhe “o palhacete” e a câmara de lisboa pretendia demoli-lo, justificando que este extravagante e colorido chalet ofendia a estética da cidade. Isto há cem anos.

Contudo, o belo palacete sobreviveu á chacota popular e ás tentativas da autarquia. Sobreviveu também ao abandono. Hoje está transformado num belo hotel de charme e encontra se em processo de classificação como imóvel de interesse municipal.

Quando entramos pela travessa de São João encontramos uma porta fechada, aparentemente sóbria. Assim que entramos somos surpreendidos por uma mistura de estilos que nos deixa boquiabertos.

Devia ser mesmo esse o objetivo de João António Santos quando decidiu construí-lo em 1909. Tinha acabado de regressar do Brasil onde fez fortuna e quis fazer se notar. Encontramos então o estilo romântico, com alguns toques de arte nova e neoislâmico.

Tem seis suites decoradas com imponentes lustres do estilo rococó, sedas e brocados, sofás de veludo, tudo misturado com móveis contemporâneos.

Fiquei instalada na suite Sonya que além de enorme tinha todo o conforto de uma casa particular.

De igual modo, não podemos ficar indiferentes aos belos vitrais que nos oferecem uma luz multicolorida.

No pequeno almoço podemos apreciar interessantes louças floridas, existe um sino á moda antiga, diversas pratarias e guardanapos bordados. tudo isto numa sala palaciana em frente ao jardim com vista para o Tejo.

De realçar igualmente a simpatia dos funcionários que nos tratam como se fizéssemos “parte da casa”, oferecendo em simultâneo os mais requintados serviços.

Mais que uma estadia num hotel, é como uma viagem no tempo. Fiquei admirada com a existência de um lugar assim tao ilustre e tao simples.

Tudo isto no meio do bairro de alfama e com vista para o rio tejo.

As duas noites passadas neste palacete foram uma experiência única nas minhas histórias de viajante, por isso quis partilhar este segredo escondido em alfama com todxs vocês

Serra da Estrela

Depois de uma longa ausência devido principalmente a motivos profissionais bem como a toda a desafiante conjetura atual, cá estou eu de novo, para partilhar as minhas aventuras.

Desta feita venho falar sobre a belíssima Serra da Estrela que todos nós conhecemos por ser um dos principais destinos de inverno e onde podemos fazer fantásticas férias na neve.

Mas o parque da Serra da Estrela é muito mais que isso. É sinonimo de uma estonteante paisagem de cortar a respiração. Pleno de curiosas formações rochosas, miradouros, praias fluviais e tantos, tantos cenários que parecem retirados de um conto.

Mas tenho de confessar que prefiro a neve , por ser tão rara dá um toque muito especial a toda a magnífica paisagem.

Foi o meu local de eleição para terminar o desafiante ano de 2020 e tive sorte porque a neve marcou presença em toda a minha estadia.

Um dos meus locais favoritos o vale glaciar de Covão d’ Ametade estava lindíssimo coberto de neve.

E no meio de toda aquela neve, o som da água límpida a correr é delicioso.

Mas o que é o Covão d’Ametade? A 1420 metros de altitude, no cume do maciço do Cântaro Magro, é uma antiga lagoa de origem glaciar. O rio Zêzere nasce um pouco mais acima, mas é aqui que ganha corpo.

A paisagem é composta por mais duas formações rochosas: o Cântaro Raso, a sul; e o Cântaro Gordo, a norte. Em conjunto com o Cântaro Magro, estes afloramentos graníticos são visíveis de muitos pontos da Serra.

Mas é sobretudo um parque de lazer onde podemos passear, ler, fazer um picnic ou somente ficar a apreciar a paisagem e a tranquilidade do local.

Não podemos de igual modo deixar de destacar a interessante gastronomia. Certamente um dos mais conhecidos é o queijo da serra mas existem por estas paragens muitas outras delícias e riquezas gastronómicas tais como os enchidos, as carnes de caça aromatizadas com zimbro e até os cogumelos, plenos de sabor e textura.

Uma das sobremesas típicas mais antigas são as papas de carolo, semelhantes ao arroz doce, mas feitas com milho que era bem mais abundante por estas paragens. São também cobertas de canela. É sem dúvida uma das minhas preferidas.

Também nas bebidas locais podemos encontrar boas opções como a famosa ginginha, os licores ou mesmo a aguardente de zimbro.

Os restaurantes típicos também são únicos alguns são mesmo chalés de montanha, acolhedores e com uma decoração única. Quando cobertos de neve ficam também muito lindos.

Queijo e presunto da serra
vitela no forno
Licor serrano
Papas de carolo
Bife com Zimbro
Cogumelos Salteados

Não faltam então motivos para uma visita a este paraíso com imensas opções de diversão de verão ou de inverno. E seguramente ficamos sempre com vontade de voltar!!

Mexilhão e Fritas

Assim como os ingleses são conhecidos pelo fish&chips, a Bélgica é famosa pelo Moules et frites. Uma combinação muito bem sucedida e, que tende agradar os paladares de quem gosta tanto de mexilhão quanto de fritas.

Sendo que em Portugal temos ótimos mexilhões vale a pena experimentar esta receita simples e saborosa que será um sucesso para um final de tarde de petiscada.

Estes mexilhões são cozidos em molho de vinho branco, manteiga e ervas, e depois podemos mergulhar as batatas no caldo em que os frutos do mar foram preparados. Ou seja, par perfeito para acompanhar as nossas tão estimadas cervejas de verão.

Deixo vos a receita:

Mexilhão com Batatas Fritas…

Ingredientes

1 kg de mexilhões frescos e limpos
1 cebola em fatias finas
3 dentes de alho em fatias
Rama de aipo picada
30 ml de azeite
40g de manteiga
200 ml de vinho branco seco
50 ml de natas
Salsa
Sal a gosto
Acompanhamento: batatas fritas

Preparação:

Cubram com o azeite uma frigideira ou caçarola onde caibam os mexilhões. Refoguem a cebola, o alho e a rama de aipo.
Juntem a manteiga e os mexilhões. Misturem bem e adicionem o vinho branco.
Tampem a panela e deixem ferver por aproximadamente 3 ou 4 minutos, até que os mexilhões abram. Adicionem as natas e deixem ferver por mais 1 minuto.
Mexam bem para que todos os mexilhões consigam abrir e temperem com sal a gosto.
Finalizem com a salsa picada. E sirvam com batatas fritas.

Curiosidades:

Os mexilhões são ricos em omega3, proteína,vitaminas,ferro e zinco.

Os mexilhões fêmea são os de cor laranja e os machos de cor branca.

Mértola Islâmica

Decorreu no passado fim de semana
a 10ª edição do Festival Islâmico, que acontece a cada dois anos. Voltou a apostar no mercado de rua, na música, nas exposições, conferências, teatro e gastronomia árabe, para celebrar a herança islâmica desta vila histórica.

A música por estes dias celebra o encontro de culturas e, por entre vozes tradicionais alentejanas ouvem-se acordes de alaúdes e o batuques de darbuka. As noites do festival são um convite à descoberta de novos sons: no cais, no castelo ou na praça, as noites são cheias de música e de ritmos do mundo árabe. 

O centro histórico volta a parecer uma medina árabe e é mesmo colocado um pórtico de entrada muito semelhante às cidades marroquinas.

As ruas estreitas que nestes dias se encontram cobertas de tecidos para fugir ao calor, transformam se num autêntico Souk ou mercado árabe onde não faltam as djellabas, os cabedais, artesanato, especiarias e ,como não a pastelaria e o tradicional chá de menta.

Ė uma oportunidade única para sentirmos a herança islâmica e apreciamos todo o ambiente envolvente repleto de cores, cheiros, sons e melodias.

Não podia perder a oportunidade de comprar umas belas Tâmaras que vão servir como entrada para o jantar de hoje: tâmaras com bacon

Deixo vos a receita, extremamente fácil e rápida mas que faz sempre um brilharete na nossa mesa.

Ingredientes:

10 tâmaras

10 fatias de bacon finas

Preparação:

Retirem o caroço às tâmaras com a ajuda de uma faca bem afiada. Enrolem uma fatia de bacon em cada tâmara e coloquem num recipiente que possa ir ao forno.
Levem ao forno quente (a 200 º C) por 10 minutos.

Dicas: existem tâmaras já sem caroço o que torna a preparação mais fácil.

Podem ser feitas no microondas para uma versão mais rápida mas menos saborosa.

E cá estão as nossas tâmaras prontas para ir ao forno
E estão prontas a saborear!!!!

Sábados de Mercado – Mercado de Olhão

O mercado de Olhão é uma tradição para os olhanenses e turistas. O seu colorido ė muito atrativo e a grande variedade de produtos que podemos aí encontrar também. Com uma arquitetura bem interessante, é constituído por dois edifícios diferentes, um dedicado á imensa variedade de peixe e marisco da nossa costa e o outro onde podemos encontrar legumes, frutas e produtos tradicionais da região.

É ao sábado que os pequenos produtores e os agricultores locais, realizam na parte exterior, o mercado ao ar livre, onde vendem os produtos das suas hortas. Aqui encontramos um pouco de tudo desde legumes,frutas ervas aromáticas, bolos plantas e flores do campo e até alguns produtos mais difíceis de encontrar nos mercados tradicionais como ovos de codorniz caseiros ou a abóbora Pattison de cor branca.

A autenticidade do mercado tradicional está bem visível. Ė sem dúvida uma ótima oportunidade de adquirirmos produtos frescos de qualidade que fazem toda a diferença na confecção dos nossos pratos, bem como desfrutarmos de um bela manhã passeando entre uma mistura inigualável de cores e cheiros.

Tanger a cidade entre dois mundos

Após a minha aventura de viajar de barco até á madeira, embarquei desta feita na aventura de cruzar continentes. Apesar de já haver bilhetes de avião baratos para Marrocos ainda há aqueles aventureiros (como eu) que preferem atravessar o Estreito de Gibraltar de barco. Ir da Europa até África numa viagem de cerca de uma hora em ferry é para muitos, uma ideia excêntrica, mas eu garanto que ficará marcada na memória para sempre.

Assim fiz a travessia para visitar Tanger a cidade onde o presente e o passado coexistem. Está muito próxima de Espanha pelo que vive entre as culturas europeia e marroquina e entre o mediterrâneo e o Atlântico

É uma cidade moderna onde muitos falam espanhol. Muito movimentada, onde passado e presente se conjugam em perfeita harmonia. Tem também um espantoso património arquitectónico.

Sendo a minha expedição de um só dia optei por comprar uma excursão com guia incluído de modo a conhecer o maior numero de lugares.Optei pela Tanger cultural.

Assim visitei o Cabo Espartel que está no Oceano Atlântico e tem ao lado o cabo Malabata,no mar Mediterrâneo. Daqui também se pode avistar o estreito de Gibraltar

As Grutas de Hércules que são umas curiosas cavernas calcárias naturais ligadas á mitologia pois diz se que foi aqui que hércules descansou após os seus doze trabalhos.

O Palácio do Sultão e o museu dedicado ás artes marroquinas

A kasbah antiga fortaleza que é a alma da cidade

A Medina ou cidade antiga, e o Zoco ou mercado ,onde tivemos tempo livre para passear pelas suas estreitas e coloridas ruas e claro, fazer algumas compras. Este é o local mais frequentado da cidade.

A excursão incluiu ainda um almoço típico Marroquino onde provamos os pratos mais populares acompanhados claro com o característico chá de menta cujo sabor é único.

Demos ainda um passeio de autocarro pela parte moderna e deu para perceber que a cidade tem uma parte cosmopolita com zonas cheias de moradias onde estão casas de personalidades e embaixadas.Também existem diversos bairros e até uma igreja protestante.

É também uma cidade de artistas. Os teatros e cinemas, assim como os cafés antigos, mostram os locais que foram frequentados, em tempos, por poetas, pintores, fotógrafos e escritores, vindos de todo o mundo. Alguns mudaram-se para Tânger, outros vinham durante temporadas onde se inspiravam para as suas obras… dando ainda uma maior divulgação à cidade.

fiquei com a ideia que é uma cidade em desenvolvimento e transformação que aposta cada vez mais no turismo. Esta visita também me aguçou o apetite para visitar outras cidades marroquinas e até quem sabe uma expedição pelo deserto.

Festival Literário Internacional de Querença


Como já é conhecido gosto de me embrenhar pela serra em passeios domingueiros.

E o passado domingo não foi exceção mas desta vez um pouco diferente: uma incursão literária ao Barrocal algarvio para assistir a este excelente festival de promoção do que de melhor se faz a nível literário no Algarve e no País.

O FLIQ , Festival Literário Internacional de Querença, teve no passado fim de semana a sua 4.ª edição, como sempre no espaço da Fundação Manuel Viegas Guerreiro em Querença. Este é um importante evento que pretende celebrar a dimensão da comunicação,promover o gosto pela leitura e escrita e reforçar um ambiente literário estimulante na região. Organiza a sua programação em torno de um tema específico. Este ano o tema abordado foi “Literatura e Geografia(s)”. Em permanência, esteviveram uma Feira do Livro, com representação de obras dos autores presentes, música, leituras, exposições, sessões de autógrafos, convívio e diálogos vários.

Também foi homenageado o escritor Nuno Júdice o que incluiu uma exposição ” A imagem do poema: 50 anos de vida literária de Nuno Júdice”

Eu estive presente no domingo, dia dedicado a recordar Sophia de Mello Breyner Andersen. Ao longo de toda a aldeia os seus versos pairavam á solta um projeto denominado “Ondas de Sophia”

A abertura esteve a cargo de Manuel Rocha, violinista do Conservatório de música de Loulé que nos presenteou com versos e acordes.

Seguiu se um painel dedicado aos Livros,Leituras§ Leitores e uma mesa redonda “Berço de Leituras” com a presença de vários autores e escritores.

O dia terminou da melhor forma mais uma vez com versos da homenageada em performance teatral e viola no Jardim Sensorial da Fundação.

Uma pequena aldeia que mostra ter um potencial gigante a nível cultural, bem merecedora de uma ou mais visitas.

A lendária N2 – a estrada que “rasga” o país de ponta a ponta

Esta estrada é de longe a mais mítica do pais. A sua origem remonta ao tempo das vias romanas, sendo a maior de todas as estradas de Portugal Podemos dizer ate que tem algo de lendário que a distingue das outras além de que atravessa o país de lés a lés. Projectada como ligação entre Chaves e Faro ao longo dos seus 738 km, num percurso pela espinha dorsal do país, atravessa 36 municípios, passa pelo interior de pequenas povoações e liga uma enorme diversidade de paisagens como as vinhas do Douro,as planícies do Alentejo ou mesmo as famosas praias algarvias.

Tendo esta travessia planeada e, com o tempo propício a passeios, fiz uns km desta estrada entre São Brás de Alportel e Almodôvar. Este troço foi, em 2003, classificado como Estrada Património devido ao riquíssima herança cultural que a envolve, fazendo parte da primeira edição em livro das estradas património em Portugal, lançado pelas Infra-estruturas de Portugal.

E é lindíssimo principalmente agora na primavera pois o tempo ainda não está muito quente e o caminho está todo florido e perfumado com os tons e cheiros tão característicos desta estação.

Depois de uma breve passagem pelo Ameixial onde se realizou no passado fim de semana o conhecido festival de caminhadas, a primeira paragem foi Almodôvar. Tempo então para uma visita ao museu, praça principal e algumas das suas curiosas estátuas.

Depois de degustar alguns petiscos alentejanos e repor as energias tempo de seguir para Castro Verde que fica perto e o trajeto é mais rápido pois já deixamos para trás as curvas e contra curvas da serra caldeirão.

Depois de visitar património cultural ainda houve tempo para apreciar as tradicionais Cavalhadas que decorriam no Largo da Feira

durante este percurso fui sempre carimbando o passaporte da EN2 e é sempre divertido cruzarmos com outros viajantes a fazer estes e outros percursos.

A aventura terminou então em São Brás de Alportel na fonte Férrea onde foi tempo de iniciar outra rota desta feita a Rota do Petisco que decorre entre 24 de Abril e 26 de Maio sendo uma ótima oportunidade de descobrir o Algarve á mesa. Uma verdadeira odisseia em busca das melhores iguarias.
Comprado o passaporte da rota no café Avalanche e que é um dos estabelecimentos aderentes , foi dada a partida a mais esta aventura. Adquirido o passaporte foi tempo de apreciar um petisco e uma bebida com o custo de 3 euros.

E valeu bem a pena. A Iguaria aqui servida são ovos com tomate e fechou com chave de ouro este dia de aventura, kms percorridos e paisagens imperdíveis que ficam gravados na memória.

O Reino de Algeciras

Situada mesmo em frente a Gibraltar, a sua situação geográfica converteu a num dos portos mais importantes da Europa pela sua proximidade com África.

A parte mais antiga da cidade, com as suas ruas estreitas é o bairro de “San Isidro”. Tem monumentos bastante interessantes como a igreja de “Nuestra Senhora de la Palma” situada na “Plaza Alta”, a capela de Nuestra Señora de Europa e a Casa Consistorial, antigo edifício da câmara

Tem ainda bonitas praias como el Rinconcillo, San García y Getares, mas a maioria dos seus 23 km de costa são de uso industrial maioritariamente pelo seu porto e tradição marítima.

Numa praça perto do porto de embarque, podemos encontrar um tributo a Paço de Lúcia o guitarrista de fama mundial que nasceu nesta cidade no ano de 1947. É uma estátua que tem como nome”Entre dos Aguas”. Este é o nome da música que o tornou famoso e está localizada entre as águas da baía de algeciras e o rio “La Miel”, pelo que o nome não podia ser mais apropriado.


Está cidade oferece várias opções de alojamento sendo uma delas um hotel centenário (1901) que foi renovado de modo a ficar um pouco mais moderno.

No entanto mantém alguns detalhes da decoração original e ruínas de uma antiga mesquita e poço árabe. Está rodeado de um grande jardim e já recebeu visitantes famosos, incluindo Winston Churchill, Garcia de Lorca e Rei Juan Carlos I de Espanha. Perfeito para amantes de história. O seu nome é Reina Cristina e está localizado bem próximo do porto.

Como em todas as cidades espanholas as comemorações da Semana Santa são muito importantes e Algeciras tem as suas tradicionais procissões.

Quanto á gastronomia e, como não podia deixar de ser, reinam os peixes e mariscos mas devido á sua proximidade com as cidades marroquinas também encontramos muitos pratos tradicionais e doçaria típica de Marrocos.

O nome Algeciras deriva do árabe e significa ” lha Verde”. É uma cidade de grande diversidade cultural que vale sem dúvida uma visita.